(Acabo de me dar conta de que meus títulos são rimas toscas e vazios de significado. Mas vamos superar e dar continuidade ao blogue. O show não pode parar.)

Essa semana é/foi/esta sendo de despedidas. Semana passada foi de últimos festejos, porque os estudantes internacionais (que meio que formam uma comunidade própria) estão indo simbora pra casa. O Pedro foi no sábado e as meninas que vieram comigo se foram na terça pra Berlin

O Pedro é um capítulo a parte. Ele tem seus 32 anos já, conheci por aqui através das aulas. Mora há nove anos no Canadá, cidadão e tudo. Mas se nasceu e criou mesmo no Zimbabue, África. Pra quem não tem a minimíssima idéia é o filme retratado naquele filme O Último Rei da Escócia. Ele tem bafafás mil pra contar de lá. Inda mais porque o querido ditador do país, Robert Mugabe, é metido a comuna e tirou a branquelada do poder.  Pero que o Pedro e seu pessoal são de um minoria étnica que só chegou por lá na primeira metade do século XX. Então não tinha jeito de ficar mesmo. Porque embora não haja mais uma elite branca, persiste outra, desta vez étnica. Daí ele se mandou pro Canadá quando a Santa América do Norte ainda estava de portas abertas pros imigrantes (indos 2000, 2001 -depois de 11/9 já viu, né). E está na faculdade e tal. E virou liberalista (vai dizer que não é mágoa do Robert Mugabe). E ainda por cima, alguém segura, hegeliano.

Quando descobri esse lado dele, foi assim: “veja então, Marx não entendeu Hegel“. Daí corta pra horas de discussões sociológicas, na chuva, na fazenda, e numa casinha de sapê. Finalmente, muito tempo de intercâmbio depois, ele conclui, sem sombra de dúvida: “…mas veja então, Marx não entendeu Hegel”.

Ai, ai. Ele tinha aquele jeitinho especial de demonstrar irrefutabilidade intelectual que só homens têm. De qualquer maneira se foi, ele e sua história (que eu acho incrível). Ele planeja trabalhar na Casa Branca -de verdade- e já me avisou que virá ao Brasil. Não sei se tão de verdadinha assim, mas se vir, vocês ficam do lado de quem

Eu querendo colocar esse clipe fodíssima mas não tinha como pô-lo no meio do texto sem chinelia-lo. É sacrilégio chineliar Placebo. Então fica aqui no fim pra todo mundo ir pro cantinho chorar depois. Enjoy:
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