Então, praia e pé engessado: uma combinação explosiva. Mas praia? Sim, Lund é praticamente na costa e dá pra ir até de bici pra lá. Chama-se Lomma, Lomma beach, bitch.

Em plena segunda-feira estava bem lotadinha. Legal que o pessoal vai de roupa e se troca na beira da praia. Além de pessoas, algas lotavam a faixa de areia. Cheirando muito mal. Daí vinha um TRATOR jogando fumaça, silencioso e ainda discreto; um elefante branco no meio da sala. Ficou passando a tarde inteira pra lá e pra cá fazendo climão pro pessoal que tinha vindo curtir uma vibe natural.

Ah, gaivotas, muitas. E atrevidas. Vinham vindo, disfarçando, fazendo as selvagens comedoras de, sei lá, atum… e roubavam a comida das pessoas mais distraídas. Mas tipo, roubavam CACHORRO QUENTE. Só faltava reclamar que não tinha mostarda. Como assim vida natural?

E o mar. Dizem que é o Mar Báltico, eu particularmente tenho minhas dúvidas. Então, sabem piscina de 500 litros que ganhamos com 5 anos e aos 8 já não tem graça nenhuma? Quase isso, baseado nele criaram o adjetivo raso. As pessoas há, tipo, 500 metros a dentro e com água na cintura. Na cintura, meu deus. E nem uma ondinha de nada. Pinhal daria de laço no quesito risco de morte ao entrar no mar. Aliás, nem tem salva-vidas por aqui, agora que me dei conta. Também, é necessário tanto esforço pra se afogar nesse mar que quem conseguir… merece, aplausos.

E então, o pessoal é feliz mesmo por aqui, heim? Tipo, trocando a roupa de banho (tchê, como é duro encontrar expressões sem marca de gênero) na praia sob toalhinhas mínimas e pouco pudor. Crianças, crialommanças como vieram ao mundo. Crianças grandinhas como vieram ao mundo. E, por sinal, adultos como vieram ao mundo também porque havia, ao lado de nós, nada mais nada menos que uma área de NUDISMO. Vulgarmente conhecido como pessoas que ficam se roupa. O saco é que não pude ir lá liberar-me das amarras sociais pra não forrar o gesso com areia. Mas os guris que estavam comigo foram e disseram que só haviam velhões fora de forma.

O que convenhamos ser uma chatice, né? Não dá pra relaxar e curtir um trator tirando as algas desse jeito. Nem com nem sei biquíni. Mas eu até diria que perturbante mesmo foram minhas companias italianas. Dois rapazes, provavelmente em meio a suas respectivas puberdades. Cada sueca embiquinada que passava era “Ciao” pra cá “Ciao” pra lá. E fotos, fotos das que passavam. Um fim de carreira. No fim até eu já tava até repetindo junto.

Sério, diferença total. NENHUM cara te aborda na rua, nunca, nunquinha. Não fui alvo nem presenciei. Aliás, nem nas festas. Um respeito só que dá até vontade de documentar. Até esse dia.

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