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Por motivos que ignoro só escurece as ONZE HORAS da noite. Enquanto que as QUATRO da manhã o dia já raiou por completo. Façam as contas, isso dá quatro horas de escuridão/noite a cada vinte e quatro horas.

Ah lucianaaaaaaaa! Como diria o menininho do comercial clássico dos sucos Tang: quero mais.

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Não sabemos quem somos. Sem cara, sem identidade, sem luta própria se olha no espelho essa gente; mas não dá, o espelho está embaçado. Alguém veio tomar banho aqui e esqueceu de arejar o lugar. Deu que agora não se vê um palmo a frente do nariz, vapor denso que fica até difícil de respirar. Juventude jovem essa, não se tinha visto de qualidade semelhante até então.

 Sem parâmetros, mas com muita energia. Quanto desperdício. É plural, múltipla, de mil caras esquizofrênicas. Tem medo de si própria, essa geração. Não se conhece, e deuzulivre conhecer. Afinal não se deve confiar em estranhos. Tateia num desespero por qualquer coisa certa, sabe que não poderá dizer no meu tempo. Já temos hora marcada, somos uma geração sem futuro. O planeta, o planeta não nos agüentará.

Há pouco tempo pra viver, é preciso entregá-lo cedo. Tanta vontade a juventudes carregam, mas essa: de quê? No entanto carrega a energia acumulada há milênios (essa geração não sabe onde está nem no tempo nem no espaço). Quebrou todas as barreiras, não há espaço que não possa ser coberto no instante de um giga. No entanto faz de tudo pra ter algo de se chamar de lar. É  carente essa geração. Seja lá de onde veio, não tem pra onde ir.

Encurralada, grita pelas estatísticas: superadas todas as desigualdades de gênero e raça -todas as vitaminas e sais mineiras balanceados- está mais doente do que nunca.

Agora clique no link abaixo pra lembrar como estava...

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Só pra comparar qual a diferença que um mês não faz na vida do meio ambiente de um país escandinavo.

Perdi o passsaporte, sim. No Valborgs perdi meu celular, tudo bem. Mas quebrar a perna faltando menos de um mês pras férias, é mole?! Gente, alguém explica como é possível tanta sorte.

blackbirds_for_web_againAliás deixa que eu explico, que mandar os outros fazer suas próprias coisas não dá liga. A Suécia é carolinamente conhecida por seus PÁSSAROS PRETOS. Não direi que todos são corvos, mas a variedade de pássaros que são pretos é assustadora. Coisa de louco. Eu acho eles nojentíssimos, até mais que pomba. E no inverno quando as árvores estão nuas -leia-se sem folhas- a cena fica horripilante.

Imagine você mesmo a caminhar por entre árvores de, sei lá, trinta metros ATULHADABirds%20GrackleS de pássaros pretos gralhando desesperadamente. Isso com o pôr-do-sol as quatro da tarde. Nem a Poliana do Carrossel acharia romântico. Na verdade é de arrepiar.

Bom, a teoria é que apesar de que o inverno tenha passado, os pássaros ficaram azarando a vida de todas as alvoradenses que vieram através do ERASMUS MUNDUS pra estudar na cidade. Fala sério, faz o maior sentido, não faz?

Assim brindarem vocês com uma foto verídica desse acontecimento real. Assim todo o Brasil terá pena de mim, colocará as bandeiras a meio mastro e acender uma vela pra espantar essa URUCUBACA loira, alta e de olhos azuis que assombra minha vida.

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Não me lembro donde, mas ouvi essa expressão por aí e tomei pra vida. Quero dizer, pro blogue. Aquela coisa de atualização CONSTANTE, novidades alucinantes e outras coisas excitantes em ritmo dinâmico; que o deveriam caracterizar anda meio por baixa por aqui, né?

Último mês de aulas, preparações para o verão. Vida Bandida.

Quinta passada, dia 30 de abril, foi Valborgs day por aqui. Que é quando na falta do que se comemorar, se comemora a primavera -o que faz sentido se constatar o tesão que o pessoal aqui tem em, quanta candura, ver o sol. Esse dia é valborgbasicamente uma grande festa, a festa que acontece na cidade de Lund. Mas é claro que ela não se resume a essa pacata cidade, é algo que acontece por toda Suécia, Finlândia e Alemanha, com suas variações. Pelo menos por aqui duas coisas não podem faltar: bebida e fogueira. A cidade toda corre pro parque central (digamos uma Redenção da vida) de manhã mui cedo, a partir das sete da matina. Tive o prazer de presenciar uma roda de capoeira em pleno Valborgs. Os mestres eram brasileiros, já os… pupilos? Nordicossíssimos (do superlativo de nórdicos). Pelas tantas, improvisaram uma roda de samba. PRA QUÊ?! Pulei dentro certo. Até uma bonita me convidar gentilmente pra revesar com ela puxando meus cabelos… Digo que não dá pra ficar ensinando esses gringos a sambar e ninguém me escuta.

Enfim, todos sentam na grama, bebem e comem mais apertado que porto-alegrense no busão em dia de passe livre; ao longo do dia vão debandando pras festas que se organizam pela cidade. Como aqui é cidade universitária, existem cerca de quatro grandes complexos de moradia estudantil, cada um mais ou menos teve sua festa ao ar livre (pelas minhas contas acabaram cerca de 22h). Claro que as festas continuaram, mas depois de se acender as fogueiras  (mas eu, nemvi&nemverei, não cheguei a testemunhar tal ocorrência)…

Mais do mesmo no blogue da Almeidão.

Superestimado: corria a boca pequena que a System Bolaget estaria totalmente vazia já na segunda-feira, nem foi tão apertado assim.

Subestimado: que se pode perder seus pertences em meio a grama e pessoas altas, loiras e de olhos azuis.

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