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Bandeira de Christiania

Christiania é uma região autônoma dentro de Copenhage. Do tamanha de uma vizinhança, ou bairro, mas com uma certa independência política em relação a cidade. Reza a lenda que todas as decisões referentes a ela são tomadas pelos membros em reuniões democráticas. No pórtico de entrada está escrito: “você não está na União Européia”, mesmo assim Christiania paga imposto pro município.

Tudo começou no começo dos anos 70 quando uma unidade desativada do exército foi ocupada por hippies. Em pouquíssimos anos o pessoal se avolumou, criou filosofia e regras de convivência e ficou impossível de tirá-los de lá sem ficar chato. O governo dinamarquês tentou intervir diversas vezes no andamento da “cidade livre” (freetown), como é conhecida. No começo dos anos 90 aplicou por lá um plano de “normalização” (adoooro) que extinguiu o uso formal de drogas pesadas. A comunidade acatou e hoje em dia há apenas duas regras “nada de drogas pesadas” e “nada de fotos”. Sim, é proibido tirar fotos de dentro de Christiania sem a autorização prévia da comunidade.

Gente, meu mundo caiu quando eu descobri esse lugar. Não conferi a visita guiada que eles oferecem duas vezes ao dia, mas pretendo fazê-lo. O mais maktub foi encontrar, no meio dessa comunidade alternativa, no meio da capital de um dos países escandinavos, um GAÚCHO do interior de TORRES. Eu sei, nem eu acreditei. Me lembro que se chamava Carlos, e que tem uma banca na feira principal de Christiania. Ele foi boa gente e eu passei parte da noite ao redor de um fogueira reunida com seus… não sei, compas?

Tinha um moço do Oriente-Médio que dizia que no país de origem “caçava talibã” (eu não perguntei detalhes pois sou pacifista); francesa que surgiu de um arranjo de piercings e dreads; um guri CRISTÃO do leste europeu me apareceu lá também e batemos um papo bem legal… e depois ainda me parecem duas irmãs de um povo nativo da Groelândia, que por sinal é colônia da Dinamarca até hoje. Essas duas, aliás, estavam bebadaças e começaram a falar em ESPANHOL sobre como anda o povo delas por lá, tive a leve impressão que não ia bem.

Antes de ir embora fui dar uma olhada num bar chamado… Woodstock. Existem vários dentro da Chris, assim como diferentes espaços de vivência,cafés, restaurantes e essas coisas; também há um lagão e, claro, casas onde as pessoas moram. Ah, eles tem moeda própria também, chama  Løn. O site oficial deles está em dinamarquês, mas dá pra ver alguma coisa em inglês também. Menos de mil pessoas moram lá (segundo o Wikipédia, 850) mas o lugar recebe cerca de UM MILHÃO de turistas por ano. Haja alternatividade…

 

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Mural de uma das entradas (a esquerda tá ela)

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Pórtico da outra entrada entrada visto de dentro

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