Na Suécia chove. Incrível como nunca vi uma chuva decente nesse lugar. Chuva de verdade em plena luz do dia? Jamais. Mas as vezes como agora acordo no meio da noite de tanto barulho que a chuva faz. Aqui ela é assim, esquiva. Nuna de dia, periodicamente a noite.

Todo mundo sabe o que o poeta uma vez disse? Que ele ouvia a chuva mas que lá fora o dia era tão radiante… a chuva do poeta era só interna, tadinho dele. Passava os dias a tentar encontrar a chuva, tão presente, nos dias cheios de sol. O poeta, o poeta morreu sozinho; cheio de admiradores.

Mas ainda é cedo, mal começamos a conhecer a vida.  Mesmo que nada consigamos fazer quando a saudade aperta. A inspiração fugida e a alma deserta… Só  também nos lembra a Alvorada quando chega. O sol colorido, tão lindo, tão lindo. Então deixemo-nos ir, precisamos andar. Vamos aí a procurar… rir pra não chorar. Mas devemos pensar: e depois?!

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