Nós participamos da campanha "Sou Amigo da Ebba e Trato a Carou Super Bem". Participe você também!

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Vou relatar o resto da noite do último sábado de feveireiro de 2009 em um post a parte porque hoje em dia (expressão famigerada pelos programas vespertinos de televisão brasileiros) a coisa anda assim tão dinâmica que eu temi um post tão longo que pudesse descer na audiência -parando pra pensar, tem como?- perder patrocinadores e jogar minha vida profissional(sic) na ruína.

Então. Seguindo, quando saímos da casa do amigo fofíssimo da Ebba e pegando o metrô nos digimos a Mälmö (onde colocar a trëmä nesses tempos de reforma ortográfica?) atrás do clube que nos receberia. Por algum motivo curioso havia um ônibus estacionado em frente a estação central de trem/metrô e nós simplesmente pulamos nele. Como eu só estava seguindo os outros nem perguntei por que havia aquele ônibus ali., ou por que nós não pagamos por ele, nem ao subir nem ao descer? Por que o céu é azul? E outras perguntas filosóficas más… 

Importantíssimo é que descemos em Mälmö (campanha Coloque a Trëmä Onde Você Quiser) e fomos em direção a um clube queer. Queer é uma palavra em inglês que originalmente significa só “estranho”. Com o tempo, e com o processo histórico, ficou sendo designadora também de um orientação teórica feminista assim como um pouco do mundo gay de uma forma geral. Nem toda feminista é queer (que segundo as mais radicais está muito ligado ao neoliberalismo e outras modernidades retrógradas…), mas todo gay pode, se quiser e concordar minimamente com essa orinetação ideológica, se dominar queer (palavra muito próxima de “queen”, ou rainha em inglês). Enfim, pelo amor ou pela dor, é um termo muuuuito popular hoje em dia em meio ao pessoal antenado.

Quem estiver vestindo verde que apareça na foto.

Sinceramente sem comentários

Chegamos, pagamos o que em comparação aos clubes brasileiros em que eu estive pelo menos seria bem barato (menos de dez euros) pra entrar. E lá dentro foi como em qualquer clube, ou qualquer queer clube ao menos. Bastante pessoas, tralalá; mas era um lugar muito trabqüilo em relação a um similiar brasileiro.  Não haviam, ao menos visíveis a olho nu, os seguranças e guardas aos quais estamos tão acostumados no Brasil-sil-sil. Exceto na usual revista de entrada, enfim. De resto, não achei o lugar tão cheio como por aí. Porque o pessoal ficou comentando “mas tava lotaaaado”, mas, pô, sinceramente? nem tava nada. Tinha muitas pessoas e tal, mas nada de quase morrer pra poder fazer um coreografia simples.

A festa em si foi bem gostosinha. Pessoas legais (sabe quando se sai dançando com pessoas que nem se conhece, mas tudo bem?), espaço pra respirar, gente bonita de verdade, etecétera&etecétera. O maior saco foi quando um cara do nada começou a se comportar como um porco: enquanto as gurias estavam se divertindo nos queijinhos o cara simplesmente começou a agir como um Hugh Hefner, agindo como se as gurias fossem simplesmente uma fonte de prazer pra ele ou demais interessados. A certa altura ela falou algo como “sex for free” ao indicar as meninas só porque elas estavam lá felizes e desinibidas. Fiquei REALMENTE puta da vida por isso porque ao se tratar de um clube alternativo a última coisa que eu esperaria era esse tipo de gente conservadora lá. Gente que acha que mulheres aos exercitarem sua liberdade humana são ou putas ou loucas. Em resposta ao cara eu xingei, empurrei ele; e depois como todo adulto maduro fui sentar numa cadeira emburrada. Sendo quase cinca da matina o pessal quis voltar pra casa, eu obviamente fui junto.

De qualquer maneira a noite foi bem bonita. No meio do caminho de volta uma das amigas da Ebba me solta essa: “tu é/tá bonita”. E eu-cinc0 da manhã-tentando coltar pra casa: “oi?!”. Depois que a ficha caiu, respondi algo tipo “aposto que era o que os caras lá dentro estavam pensando de ti”. Ao que a divã me encurrala: “no final todos voltamos a ser a mesma merda; isso não faz diferença alguma”. Fiquei pensando, pensando pela madrugada… Sim, ela tem razão.

Me ensinuei pra Carou até não poder mais, mas ela realmente é uma mulher difícil.

"Me ensinuei pra Carou até não poder mais, mas ela realmente é uma mulher difícil."

O caminho foi longo -a volta sempre parece mais longa que a ida, né? Isso deveria ser uma lei de Newton. Mas chegamos sãos (o que é sempre duvidoso) e salvos.

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