Sábado passado fui visitar a Aguimar, mineira que conheci no supermecardo por causa da super população brasileira abroad. Não é que era aniversário dela? Fiz negrinhos com o material que eu trouxe importado do Brasil, achei que seria uma idéia por deveras inovadora. Que nada, lá fiquei sabendo que aqui tem leite-condensado pra vender também. Só muda a embalagem, que é árabe(sic), “porque é árabe que come essas coisas”. Por mim! E mesmo não tirando dez no quesito novidade, se for contar o carinho com o qual fui recebida, parece que o presente foi bem aceito.

A Aguimar foi um primor de anfitriã. Além de mim, também eram convidados um casal de amigos russos e uma vizinha e sua filha suequinha. Também da família estavam presentes o filho da Aguimar, Nicolas(ou Niklas, acho que eles mudam a grafia pra ficar mais legível pra sueco), o esposo dela e seu respectivo filho. Todos foram muito amáveis, e a comida da Aguimar… jesus! Não apenas admito que comi frango, apesar de me classificar wanna be vegetariana, como digo que faria tudo de novo se pudesse!

A casa deles fica em um destritozinho de Malmö (onde colocar a trëmä nesses tempos de reforma ortográfica?), ou seja, um vilarejo. Sabe aqueles bem bucólicos com escola primária e casinhas todas iguais? Pois então. Cheguei cerca das 16h e só fui embora pelas 21h: aja anfitrião que agüente. E a casa de Aguimar era como ela, muito aconchegante e cheia de velas (mas, gente, a Aguimar não é cheia de velas, ok?).

Parece que a Aguimar e seu filho estão aqui a cerca de dez anos; o que é engraçado, eles falam sueco muito bem (ao menos soam desenvoltos, vá lá, admito que não posso julgar fluência no idioma sueco). Tanto que a Aguimar volta e meia se esqueci e saia falando comigo na língua da trëmä… certa altura do jantar, o Nicolas olhava pra mim e se ria porque eu era a única lingüisticamente excluída. Nada que uma torta de morangos não resolva bem.

Ah, cantamos parabéns em português e em sueco. Pes-so-al, alguém aí acredita que a canção sueca de aniversário não tem palminha? É um ritmo meio “você é um bom companheiro, você é um bom companheiro” e as pessoas ficam se balançando pros lados… fazer o que, como eu que puxei o parabéns brasileiro e os dois demais brasileiros estavam ocupados, fiquei eu lá batendo palma sozinha. Aposto que os suecos acharam nossa canção estranha também.

Era um jantar bem familiar e mesmo assim fui muito bem recebida. Tiramos fotos e fizemos vídeos, depois eu atualizo aqui com esse material cinematográfico de primeira. Agradeço por tudo. Só não muito da parte em que tentaram me prometer pra todos os jovens do sexo masculino sentados na mesa; mas não tem problema, isso acontece em TODOS os lugares em que eu vou mesmo. Esses meus feromônios!

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