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Inventei que teremos uma foto e, se possível, um vídeo por semana pra saciar a curiosidade de todos os freqüentadores. Todos os doze. Então, tomem aí, quem escolheu foi a Ebba. Fotenha do caminho que faço todos os dias.

Isso foi num dos poucos dias com solzinho que tivemos. 

 

Muito bem, minha analfabetice digital não me permite colocar vídeos aqui como eu estava planejando. Grandescoisa. Vou encher de foto. Fiquem felizes e satisfeitos.

Semáforo pra pedestres. Notem que há mais de um, o outro é pros carros. Eles sempre param pros pedestres quando não há semáforo. E é muito comum ver PAPAIS por aí, pois a licença “maternidade” tem que ser divida entre o pai e a mãe. É a lei.

 

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Quem adivinha o porquê dessa foto? Gente, arrisquem que é porque tem pedestres de um lado e ciclistas do outro ao mesmo tempo que um lado da calçada é pavimentado com asfalto e outro com lajotas. Ou seja, UM LADO É SÓ PROS CICLISTAS E O OUTRO SÓ PROS PEDESTRES. Tadã!

Gente, que lindo; chorei (só não foi de “se lavar”, ok?) com os comentários do último post. TÊ ÁMO BRESÍL! Mas a vida é feita de momentos, certo? Ai, gente, tanta coisa pra contar e eu me fazendo. Fui pra Dinamarca semana passada, os postais que mandei já devem ter chegado até! Mas em breve conto tu-do.

Como agora eu tenho uma câmera fotográfica, pra deixá-los felizes hoje teremos fotenha e videozinho. Falando em ter, agora posso me considerar normal porque tenho um FACEBOOK. É. Princípios, outro dia talvez. Então, gatinhos e gatinhas, não percam mais tempo, ME ADICIONA.

Já diria Leite.

Amigos e amigas. Novamente nos encontramos. Gosto de frases curtas. Mas não em demasia. Olha aí, já me empolguei, não era sobre isso que queria falar. Um recomeço:

Uma hora da manhã aqui e eu devo acordar amanhã cedo. Estudar, fazer esportes, essas coisas que dão orgulho depois de cinco anos. Será que consigo? Sinceramente administrar uma vida é demais pra mim. Acho o uó. Sou conhecida (por milhares e milhares de pessoas) por não gostar de tomar decisões; assim podendo culpar os demais a volta pelo que acontece. Então, reintero minha opinião.

Deuzulivre, começando que não sei estudar. Nunca soube, talvez nunca saberei. Quanto a minha área de estudo, esforços piadistas. Morro de rir todo dia. Perço mais claramente agora do que nunca minha inaptidão para a administração de uma vida. Se já tiver empresa fazendo isso tou contratando, viu? Não sei de nada; se quero estudar, se quero viajar, virar monja ou porralouca. Tanto menos como fazê-los. Assim mantenho essa vidinha nem de vitória nem de derrota. O gostoso é que não estou em posição de reclame, em meio a tantas vantagens sociais acumuladas. The Scream, 1893

Ainda assim. Há desgostos apenas humanos, que não conhecem raça nem classe nem. O que nos tornam irmãos, que fazem nos reconhecermos.

Aliás, ô saco a juventude, heim?! Acho super cansativo, juro. Essa coisa de ser jovial, ser feliz, de arrasar na balada. De chutar o balde, se jogar, curtir a vida. Sério, não dá pra sentar aqui e ler o jornal em paz? Só viver, quem sabe. Se a nossa juventude, tão jovem, estivesse mesmo buscando quebra de regras começaria com as suas próprias; mas qual, colega. Acho que não sirvo pra jovem também.

Nude by Wicker Chair, 1929De resto, passo o dia pensando em como “transcrever a toda a cultura sueca para brasileiro ver em posts interessantes”. Mesmo. Altas horas imaginando quais assuntos, do que tirar fotos (sim, elas virão, mas a minha maneira). Já pensei em fazer uma séria de entrevistas. Visitar o governo, etc, etc. Tudo por vocês, meu povo. Que, como vêem, não boto nada em prática. É isso, vivo de mãos atadas por cordas invisíveis. Tudo bem que cordas loiras, altas, mas ainda cordas.

 Ainda me guio pelo tempo brasileiro. Durmo tarde e acordo mais tarde ainda sempre que possível. Hoje me dei conta que assim nossos horários se aproximam. Preciso demitir o gerente, contratar uma dessas promessas prodígio do mercado.

Ah, me dei conta de uma outra coisa (relevante ou não, fica ao gosto do cliente). Não sei falar cu em inglês.

Todo mundo lembra ainda o quanto esse blogo se propõe a ser coletivo, certo? Certo. Todo mundo também se lembra de que a Carol está alugando um quartim de uma guria sueca, certo? Muito certo. Mas alguém aí sabe quem é a tal guria? Além de que se chama Ebba, pouca coisa.

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"Decifra-me ou meu país bloqueia economicamente o teu"

 

Pois para saciar desse povo bronzeado que  tem SEDE de saber, entrevista-la-emos; assim, bem democrático. Mas o que você quis dizer, Carol? Gente, muito simples: vou fazer uma entrevista tête-a-tête com a senhorita em questão com as perguntas que você integrante do povo brasileiro tiver mandado. Como se faz pra participar? Primeiro tem que pensar numa coisa bem bonita que você SEMPRE quis perguntar para uma universitária sueca de 23 anos. Depois é só completar a frase “Ebba, o Brasil quer saber…” num comentário do post com a SUA pergunta.

Todas as perguntas serão utilizadas, se tivermos tempo para tanta curiosidade tropical, mas aviso desde já que quero decoro. O último aviso é que a função de formular a esperada entrevista foi dada a primeira-dama  Glaucia Cristina Maricato Moreto que, por motivos de saúde não pôde honrar com seus compromissos. Apesar de seu total descompromisso, a digníssima ainda tem a preferência -mais ou menos como os idosos do ônibus têm o poder moderador.

Acho que é isso. Brasil, beijoligapraEbba!

Hoje fui acordada cedo com um belo aviso: “o dia está lindo, cheio de sol, por que você não vai dar uma volta?”. Sugestão devidamente ignorada, observo que de fato havia muito sol lá fora. Nossa, lindinho. Aqui onde usualmente anda nublado e cinzento havia um sol radiante entre as nuvens! Tanto que até coloquei menos roupitchas ao sair de casa pra aula.

Pra quê, né? Na volta nevou. Mas foi… a primeira vez que pego uma “nevada” do começo. Ao contrário do que parece, não neva todo dia no inverno. A idéia é que neve poucas vezes, mas que a neve se conserve por causa do frio. De qualquer forma, a última neve já tinha derretido há vários dias… Tanto que eu já estava formulando altas formulações formulantes sobre a formação da neve. Em três semanas praticamente me sentindo A expert em Frio/Neve so sul do Brasil E Suécia, pensando: “a neve, na Suécia, se carateriza por uma acentuada precitação nos primeiros meses de inverno. O que muda no final da extação(…)”.

Mas qual nada. Não espereva e nevou. A neve é a coisa mais linda. As pessoas todas emburradas nas ruas por terem sido pegas de surpresa e eu ali babando. Caminhando e babando. Caminhando, tomando neve na cara, e babando. Caminhando, tomando neve na cara, babando, e adorando.

Povo brasileiro, companheiros e companheiras, que seja a vós o vosso reino e que seja feita a vossa vontade. Ando pensando, o que satisfaria mais esse público tão dinâmico? Atenção especial que o blogue nasceu com o intuito de se tornar um estudo de alta relevância científica colocando em comparação duas perspectivas culturais diferentes através de um relato de viagem; isso além de ser um blogue coletivo, onde vários jovens que estão passando pela experiência de viagem ao exterior pudessem relatar seu ponto de vista.

Confesso agora eu depois que nenhuma das coisas está dando certo? Primeiro que já desbancamos pra ego trip cotidiana irrelevante. E a culpa é de vocês, milhões de brasileiros, que não me colocam na linha. Segundo que apesar de intensos pedidos de colaboração textual o pessoal deve andar mais ocupado do que eu aqui pelo Velho Mundo. Com excessão honrosa do Zain, que fez um guest post sobre como foi se mudar de Porto Alegre (RS) pra Franca (SP) nos seus prodígios dezenove anos.

Pensei em abrir enquetes. Mas daí bateu a dúvida: má perguntá o quê, tchê? Pensei até em abrir enquetes nas quais a multidão de pessoas opinasse sobre o que EU fizesse por aqui. Por exemplo, estou/estive/estava (nada como dominar sua língua materna) em dúvida sobre ir no show do Bob Dylan que haverá pelas redondezas. Mas, pô, me desceu o censo do rídiculo e acho melhor deixar assim.

Outra coisa, o povo pediu fotos. Estou colocando algumas para ilustrar o posts, mas pequeninas porque quero ser reconhecida graças as minhas contribuições intelectuais a humanidade e não pelo meu corpinho sarado. Então, vocês estão satisfeitos galera -ou vocês querem fotos de biquíni mesmo, afinal faço tudo por uns míseros pontos no Ibope?

Assim, a julgar pela resposta de vocês na série que já é sucesso nos blogues de todo o país; não tá valendo divulgar o resultado de um post e já imendar outro. Afinal se a idéia era que esse povo bem nutrido me desse dicas de respostas a dar por essas bandas, não vingou. Ou vai que política tá em baixa mesmo, nunca se sabe.

Enfim, estou apenas tentando a me ajustar a vocês, povo querido. Sua satisfação é minha satisfação. Ou, melhor, minha satisfação é te satisfazer. Opa, essa ficou duvidosa, deixa assim. Um dia talvez façamos um concurso de slongans pro blogue, que lindo não? Até lá, se manifestem que tá in.

Nós participamos da campanha "Sou Amigo da Ebba e Trato a Carou Super Bem". Participe você também!

Nós participamos da campanha "Sou Amigo da Ebba e Trato a Carou Super Bem". Participe você também!

Vou relatar o resto da noite do último sábado de feveireiro de 2009 em um post a parte porque hoje em dia (expressão famigerada pelos programas vespertinos de televisão brasileiros) a coisa anda assim tão dinâmica que eu temi um post tão longo que pudesse descer na audiência -parando pra pensar, tem como?- perder patrocinadores e jogar minha vida profissional(sic) na ruína.

Então. Seguindo, quando saímos da casa do amigo fofíssimo da Ebba e pegando o metrô nos digimos a Mälmö (onde colocar a trëmä nesses tempos de reforma ortográfica?) atrás do clube que nos receberia. Por algum motivo curioso havia um ônibus estacionado em frente a estação central de trem/metrô e nós simplesmente pulamos nele. Como eu só estava seguindo os outros nem perguntei por que havia aquele ônibus ali., ou por que nós não pagamos por ele, nem ao subir nem ao descer? Por que o céu é azul? E outras perguntas filosóficas más… 

Importantíssimo é que descemos em Mälmö (campanha Coloque a Trëmä Onde Você Quiser) e fomos em direção a um clube queer. Queer é uma palavra em inglês que originalmente significa só “estranho”. Com o tempo, e com o processo histórico, ficou sendo designadora também de um orientação teórica feminista assim como um pouco do mundo gay de uma forma geral. Nem toda feminista é queer (que segundo as mais radicais está muito ligado ao neoliberalismo e outras modernidades retrógradas…), mas todo gay pode, se quiser e concordar minimamente com essa orinetação ideológica, se dominar queer (palavra muito próxima de “queen”, ou rainha em inglês). Enfim, pelo amor ou pela dor, é um termo muuuuito popular hoje em dia em meio ao pessoal antenado.

Quem estiver vestindo verde que apareça na foto.

Sinceramente sem comentários

Chegamos, pagamos o que em comparação aos clubes brasileiros em que eu estive pelo menos seria bem barato (menos de dez euros) pra entrar. E lá dentro foi como em qualquer clube, ou qualquer queer clube ao menos. Bastante pessoas, tralalá; mas era um lugar muito trabqüilo em relação a um similiar brasileiro.  Não haviam, ao menos visíveis a olho nu, os seguranças e guardas aos quais estamos tão acostumados no Brasil-sil-sil. Exceto na usual revista de entrada, enfim. De resto, não achei o lugar tão cheio como por aí. Porque o pessoal ficou comentando “mas tava lotaaaado”, mas, pô, sinceramente? nem tava nada. Tinha muitas pessoas e tal, mas nada de quase morrer pra poder fazer um coreografia simples.

A festa em si foi bem gostosinha. Pessoas legais (sabe quando se sai dançando com pessoas que nem se conhece, mas tudo bem?), espaço pra respirar, gente bonita de verdade, etecétera&etecétera. O maior saco foi quando um cara do nada começou a se comportar como um porco: enquanto as gurias estavam se divertindo nos queijinhos o cara simplesmente começou a agir como um Hugh Hefner, agindo como se as gurias fossem simplesmente uma fonte de prazer pra ele ou demais interessados. A certa altura ela falou algo como “sex for free” ao indicar as meninas só porque elas estavam lá felizes e desinibidas. Fiquei REALMENTE puta da vida por isso porque ao se tratar de um clube alternativo a última coisa que eu esperaria era esse tipo de gente conservadora lá. Gente que acha que mulheres aos exercitarem sua liberdade humana são ou putas ou loucas. Em resposta ao cara eu xingei, empurrei ele; e depois como todo adulto maduro fui sentar numa cadeira emburrada. Sendo quase cinca da matina o pessal quis voltar pra casa, eu obviamente fui junto.

De qualquer maneira a noite foi bem bonita. No meio do caminho de volta uma das amigas da Ebba me solta essa: “tu é/tá bonita”. E eu-cinc0 da manhã-tentando coltar pra casa: “oi?!”. Depois que a ficha caiu, respondi algo tipo “aposto que era o que os caras lá dentro estavam pensando de ti”. Ao que a divã me encurrala: “no final todos voltamos a ser a mesma merda; isso não faz diferença alguma”. Fiquei pensando, pensando pela madrugada… Sim, ela tem razão.

Me ensinuei pra Carou até não poder mais, mas ela realmente é uma mulher difícil.

"Me ensinuei pra Carou até não poder mais, mas ela realmente é uma mulher difícil."

O caminho foi longo -a volta sempre parece mais longa que a ida, né? Isso deveria ser uma lei de Newton. Mas chegamos sãos (o que é sempre duvidoso) e salvos.

Como eu sempre espero passar um tempinho antes de contar algo novo pra não parecer que eu não tenho mais o que fazer além de postar no blogue, vou relatar o final de semana passado, último de fevereiro.

Ebba, minha locatária (me sinto importantíssima ao usar essa palavra, com licença) estava com visita em casa: sua amiga de Estocolmo veio passar o finde. Essa amiga chama-se Eira -e eu fiquei pensando o quanto os nomes das duas não cairia bem numa dupla sertaneja. Na sexta quando eu cheguei em casa nós três jantamos juntas (BATATAS, que parece ser a base alimetícia num raio de vinte mil quilômetros) e depois mais amigos delas vieram pra casa. Tirei soneca, comemos um bolo de cenoura lindo que eu tinha pego na padaria em comemoração a chegada da bolsa de estudos. Quanto ao bolo, era ok, ao contrário do nosso no deles não vai chocolate, só cenoura mesmo; e pelo visto nem fermento tem, porque todos os bolos que eu comi aqui eram meio que abatumados, sacam? Mas como as pessoas estavam comendo e dizendo “que delíiiicia”, suponho que era assim pro bolos serem. Sei que apesar da festa ser da Ebba e do seu pessoal, eles foram super fofos e me levaram logo em seguida a casa de outro amigo que mora aqui pelas redondezas. Tocou música eletrônica, eu consegui um convite pra visitar a casa de uma menina chamada Sofia, mas não nos estendemos muito e voltamos pra casa pra dormir feito anjos.

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"Oi! Meu nome é Ebba e eu tenho um celular; e oi a direita, meu nome é Eira, e eu tenho uma amiga"

O importante é que no dia seguinte, sábado, na mesma casa o pessoal foi comemorar uma data sueca: na terça-feira da semana corrente aqui eles têm algo como “O Dia do Doce”. Reza a lenda que um macaco (COMO ASSIM BIAL?!) estava muito enjoado por causa do jejum de guloseimas pra Páscoa, então ele pegou um bolinho e no meio enfiou todas as delícias que pode. Assim ele comeu tudo que queria sem ninguém ficar sabendo. Nascendo a tradição de que todos nesse dia comam muitos doces, em especial esse um. Que por sua vez consiste em uma massa muito leve, meio pão-de-ló, meio massa de sonho, recheada com marzipã (eca) e chantili (eeeca), e polvilhada com açúcar de confeiteiro. Tadã, temos um doce tradicionalmente sueco. O importante é que nesse dia as pessoas são levadas a comer esse doce compulsoriamente. E os amigos da Ebba foram fazer essa comemoração no sábado.

Oi, meu nome é Carou e eu até gostei do doce; só não consigo dizer que sou fotogênica (note-se o porquê).

Oi, meu nome é Carou e eu até gostei do doce. Só não posso dizer que sou fotogênica (note-se o porquê).

Como no sábado eu fui ao aniversário da Aguimar, chegando pelas 21h em casa, Ebba & Eira já tinham saído. Mas o que elas tinham deixado? Um mapinha pra eu seguir e tentar achar a mesma casa em que tínhamos ido na noite anterior. Sim, eu consegui chegar lá sem ter de pedir informação pra mais de cinco pessoas. A casa estava bem mais cheia que na noite anterior, e as pessoas foram todas legaissíssimas conversando comigo. É que como não se trata de um círculo de pessoas de fora da Suécia, como o dos estudantes do intercâmbio que estudam comigo e moram na Spoletorpe, eu acabo ficando mais grata por sua simpatia, afinal eles não estam acostumados a conhecer pessoas de fora. Síndrome de terceiro mundo total, né? Mas o quê fazer… Como eu tinha chegado tarde, fiquei pouco por lá, logo saímos. Só deu tempo de falar com um meninos que me mostraram e falaram de uma coisa que tem por aqui: tabaco não-fumável. Juro que é verdade, gente. É que eles têm tabaco (ou seja lá o que vem dentro de um cigarro) em pequenos saquinhos (como os de chá, mas menores). As vezes com sabores, as vezes não; se usam em lugares em que não é permitido fumar. E as embalagens são pequenas latinhas redondas com várias “doses” dentro. Se usa colocando entre a gengiva e a bochecha e “esquecendo lá” por meia hora ou quanto desejar o freguês… Eu já tinha vistos as embalagens mas tinha achado que se tratavam de balinhas mesmo, oh engenuidade.

Nos dias atuais, o ser humano completa o seu ritual de passagem da sua aborrecência para sua vida adulta, entre os seus dezessete ano até seus vinte cinco anos. E se este ritual de passagem agregar um tempero especial? Mudanças profundas e insanas?!
Imaginem um garoto nos seus dezenove anos, por algum motivo ser obrigado a mudar de uma capital para uma cidade longínqua, em torno de 100 km de distância? Ser afastado dos seus amigos leais, de sua namorada se tiver, enfim, do seu convívio seguro.
Particularmente sei bem como funciona esse quadro, claro que tens suas variantes, mas não muda muito.
Precisamente aconteceu no dia cinco de Fevereiro de 2005, um pouco antes do tão aclamado carnaval ¬¬. Estava eu numa manhã de sol no centro de Porto Alegre, saindo da minha ultima prova do curso técnico de Informática quando me dei conta e falei pra mim mesmo.
– Ultimo dia… Ultimo dia.

Depois de processar o meu check-in e de seis horas de viagem na companhia aérea mais barata do Brasil, chego a Ribeirão Preto às 00:00, mas tem algo errado não? Ribeirão Preto!? 0.o Sim, o aeroporto de Franca é só para aviões de pequeno porte ¬¬.
Entro no carro da família e me questiono.
– Quanto tempo levará para chegar a Franca?
Após uma hora de estrada tenho a resposta: p. Ao entrar na casa, me sinto um intruso, acostumado com a típica vida de um guri de apartamento, não lembrava mais como era morar em uma casa, que por sinal uma senhora casa: Três suítes; dois lavabos; uma edícula; um escritório; varanda e garagem para seis carros.
Lembro como se fosse hoje, a primeira coisa que fiz foi abrir a geladeira, não era pra menos, uma hora da manhã e ainda não tinha jantado. Ao abrir a porta da geladeira me veio algo na cabeça.
– Questiono para os moradores da casa se poderia mexer na geladeira?

Bah, infelizmente fiquei com essa sensação por semanas hehe. Dia seguinte fui à feira compra legumes e verduras, o sotaque típico de uma região paulista e ao mesmo tempo mineira, me dava náuseas, a forma de falar lentamente e de maneira cantada me assombrou por semanas : (.
Sempre quando há mudanças profundas culturais, é inevitável, mesmo tentado resistir, sofremos transformações sociais e culturais, é inconsciente e não é a toa que hoje em dia, eu falo “trem”, amanhã vai ser a Carou fazendo top les nas praias gaúchas, por influencias da cultura Européia hehe.

 

 Por B. C. R. Sesterheim

fazer um novo, como consegui perder meu passaporte? Primeiro passar na polícia, tem um posto aqui perto; por que eu já não fiz isso? O mercadinho, podia já ter passado no mercadinho e comprado um caderno. MEU MUNDO por um caderno! Como eu gasto dinheiro, cristo. Desse jeito eu nunca vou sobreviver com minha bolsa. Preciso me certificar que posso fazer quantos débitos eu quiser sem ser cobradas extra-taxas. Meu deus, preciso economizar. Mas como fazer isso tentando comprar uma máquina fotográfica? É tudo balela, aqui as coisas são tão caras quanto em qualquer outro lugar. Tempo. Não tenho muito tempo, tenho quer ler material pra DUAS aulas que amanhã serã SIMULTÂNEAS. Não li nada até agora, e tive tempo. Fiquei gastando tempo nesse blogue e nem pra olhar os emails da agência de viagem que está fazendo a viagem pra Rússia. PUTZ! Eu não vou poder ir se não tiver meu passaporte, e dinheiro. Isso significa que primeiro eu tenho que mandar um email pra embaixada do Brasil pra depois ver o que eu faço. Mas como?! Estou ocupada no Orcute. E ainda querem que eu entre em outro site de relacionamento, pra ficar melhor informada! Do que adiante ter informação e não ter passaporte por aqui? Se a viagem pra Rússia for em Abril talvez eu perca mais ainda tem o Encontro Feminista que vai haver em Viena. Precisarei de um passaporte -o que vai me levar mais 150 reais provavelmente- mas eu devia já ter me inscrito pra isso também. Ainda não fiz isso também, porque estava com insônia e pra pegar no sono fui ver aquele filme que tava um saco e no final acordei tardíssimo como em todos os outros dias. Que dias?! Temos no máximo, o quê, oito horas de sol? Tenho que mandar esses emails sérios, e imprimir esse formulário pra próxima cadeira… cuja bibliografia eu estou longe de estar lendo. E eu nem posso comprar bebida pra mim. Eu devia estra procurando esse passaporte direito; mesmo que eu já o tenha feito quando faxinei a casa… que por sinal precisa de outra faxina já. Pelo menos já tomei banho hoje, só não sei se vou sair. Está tão frio lá fora, mas tem cerveja

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