Vamos falar do primeiro final de semana no primeiro mundo? E a torcida vai a loucura… Dizem que tudo começa numa sexta-feira, certo? Certo. As demais brazucas e yó tínhamos tentando conseguir os ingressos pruma festa de alunos estrangeiros que haveria então. Mas o baleico estava tão disputado que já na quinta os ingressos estavam esgotados. O jeito foi alugar vídeos, porque todos o pessoal da Spoletorpe, casa de estudantes onde elas moram, iam nessa festa. E mesmo a Ebba tinha ido viajar, foi passar o fim-de-semana com alguém em outro lugar (precisão nas informações hoje é tudo).

CONTUDO, na tarde deste começo de fim-de-semana meu corpo me informou que eu (a) era fêmea, (b) estava fértil, (c) não estava grávida. Daí fiquei em casa mesmo, tentando não entornar a banheira -sim, porque ao invés de um box e chuveiro eu tenho (temos, afinal é divido) uma bela banheira pra esparramar água por todos os lados. Já o sábado teve um pouco mais de confusão:

Fomos as quatro brazileiras, juntamente com três franceses da Spoletorpe, num pub meio wanna be country e lá encontramos OUTROS BRASILEIROS. É que um deles a Mariana tinha conhecido no banco na semana passada e por puro acaso; dessa vez ele levou seus dudes brazucas. Como eu disse o pub, chamado Old Bull, era a la Texas, tinha até um karaokê com mestre de cerimônia de sotaque americano. A bebida era cara (uma garrafinha de nada custando 35 kronas, ou 3,5 euros) e assim puxamos o freio: cada menina desceu uma; eu, quatro, mas claro que não todas de uma vez, que sou uma guria de família.

Durante o pub tudo normal; exceto pela perda do casaco de um dos guris brasileiros, uma sessão de Shania Twain e pela descoberta do Psicodália. Por volta da meia-noite o pub foi fechando, as meninas estavam cansadas e queriam voltar pra casa. Já os meninos iam pruma festa de corredor (festa em uma moradia coletiva que, como indica o nome, acontece em seus corredores) em Delphis, que eu diria que é uma localidade coladinha em Lund, mas não Lund. Fui com eles, de bicicleta. As más línguas perguntarão: “Mas como?! Você não sabe andar de bicicleta!”. Responderei, de maneira superior, apenas dizendo que não há nada que não aconteça quando brasileiros, bicicletas, garupas e neve se encontram.

De qualquer maneira, chegando lá era uma festa comum, legal. Tinha um rapaz meio anfitrião que logo que cheguei foi gentil, mas nessas festas é sempre o salva-se quem puder, ou traga sua própria bebida. Mas os meninos foram mais uma vez gentis e dividiram sua bebida comigo. Tudo beleza, pessoas em cima de mesas, música, etc. Eu sei é que na hora da volta, pra não ser literalmente um encosto pra eles, eu voltei a pé pra casa. E, que legal, tinha esse outro rapaz pra me acompanhar, ele era dinamarquês; fizemos o caminho de volta conversando (sobre o quê, só o deus nórdico saberá) e acho que, super fina, saí sem nem dar tchau pros brasileiros.

Chegando na porta de casa (cerca de 30 minutos de caminhada tinham se ido), subtamente me dou conta de que o dinamarquês NÃO ESTÁ dando sinais de que vai embora. Então ele fica. Eu, na falta de algo útil, fiz chá pra nós. Daí sabem o que aconteceu?! Ele dormiu aqui, acordou super querido, pediu pra tomar banho, ficamos conversando mais um pouco; então as brasileiras chegaram, todos nós almoçamos. Tudo isso nem nada PERTO de um convite meu. Mas que eu deveria fazer?! Ele era legal e ainda por cima tímido. Não consigo ser grossa com pessoas tímidas (é claro que isso dependo do grau de barbaridades que saia de suas bocas). Além do mais ele foi super querido, falou de programas durante a semana, pegou meu nº de telefone, deu abraço e foi embora.

AGORA ALGUÉM POR FAVOR ME DIZ QUAL ERA O NOME DELE?!

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