Tentando ser cronológica e também não esquecer da já longíqua semana passada, ainda devo me remeter a terça-feira, dia 17 de fevereiro: depois do meu primeiro dia como própria moradora em minha primeira casa allbymyself eis que Ebba surge com um convite solene… ir a uma Nacion. Nacions seriam as organizações de estudantes daqui. Esse história só existe aqui em Lund e em outra cidade universitária sueca que, claro, não sei o nome. A participação é meio compulsória, são as Nacions que dão o que chamam aqui de “carterinha de estudante”. O detalhe é que pra fazer as provas e exames tu tem que ter a tal carterinha. Mas se tornar membro de uma Nation não parece um problema pra ninguém: é fazer parte da vida estudantil, e de toda diversão que ela pode oferecer.

Assim, as Nations não têm qualquer ligação com política ou orientação ideológica; em resumo o que fazem são ativididades culturais, FESTAS, e refeições a baixo custo para estudantes. Cada Nation é chamada pelo nome de alguma região da Suécia; existem grandes, pequenas… e, na prática, dá pra notar que existem “públicos” diferentes em cada Nation. A qual a Ebba me convidou pra ir era de um tipo BEM alternativo. A festa era de música eletrônica e o vizinho de porta nosso, e amigo dela, iria tocar.

Lá… foi legal. O nome da Nation era Smalands e havia bem pouca gente. A maioria estava sentada em almofadas e tapetes pelos cantos: a música era eletrônica, mas a decoração era indiana (ou simplesmente oriental, sei lá; antropólogos, me crucifiquem). A Ebba e as demais duas garotas que estavam ficaram dançando quase o tempo todo. Eu só me animei depois de tomar dois COPÕES da cerveja-nada-água deles. A cerveja, dentro das Nations, é relativamente barata. É que as Nations fazem tradicionalmente esse tipo de festa: cada dia da semana uma Nation abre como danceteria das 22h até as 2h. Nessa terça, a Smalands abriu.

Existem algumas diferenças entre as Nations. Essa era bem no estilo whatever, mal olharam meus documentos pra entrar. Na verdade, as meninas que acompanharam a mim e Ebba eram de menores, e nem foi problema pra elas também. A chapelaria foi digrátis também. Ainda nessa semana, já com as meninas brasileiras e seus amigos da Spoletorpe (a tal casa de estudantes internacionais) em outras Nations e, assim, o preço das bebidas e da chapelaria, e também o público variou…

Achei engraçadíssimo, eles são super organizados, até pra fazer festa. Uma comparação entre essas festas e as que fazemos no Vale seria rasteira por demais! Eles tem espaços já pra fazer isso e os membros até usam uniforme pra trabalhar nessas festas. Quando o membro trabalhara parece que recebe algo em troca, como refeições grátis ou isenção nas festas.

Ainda acho as nossas (especialmente quando falta gelo/ceva) mais divertidas.

Anúncios