Pois então. Há exata uma semana e três dias estava eu a embarcar num avião com destino a São Paulo. Aprendi o que é check-in (mas provavelmente não como escrever a palavra) e que, no espaço de espera do vôo, em geral existem free shoppings, isso mesmo que você leu, FREE SHOPPINGS, para tão selecionado público. Não é muito lógico que as lojas que vendem produtos mais baratos sejam direcionadas ao público com maior poder aquisitivo, mas QUEM SOU EU pra questionar.

Quanto ao primeiro vôo, já fiz coisas mais divertidas como ler ou brincar com cachorros, mas ok. Ruim foi o aperto no peito que deu, e eu ali, com a poltrona de cara pra a aeromoça. Enquanto disfarçava as lágrimas lá estava ela, impassível, com o penteado sem um fio fora do lugar. No meu lado estava sentado um homem de terno, jovem e que aparentava ser executivo (o imaginário popular que se cuide). Ele lia um jornal distraidamente.

Ao fundo, o nascer do sol porto-alegrense que, pra eles, deveria ser mais um em muitos.

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