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Venho por meio desta responder esta pergunta de extrema pertinência filosófica, afinal são QUARENTA E DOIS fã-clubes ENLOUQUECIDOS com tudo isso.

Orkut todo mundo usa (até a Ninão, que está presente em espírito). Mas será só em mim que bate o desespero de achar que toda essa comunicação possibilitada não passa de virtual? A Sandrão já conversou comigo sobre isso (ironicamente pelo Orkut) e mais ou menos acabamos concordando que é um meio de comunicação falho.  Só sei que apesar de nós possibilitar ligações rápidas com facilidade as vantagens parecem parar por aí. Não há conversa real, a velha dicotomia da quantidade que se sobrepõe a qualidade…

Um número tão grande de pessoas marcadas como amigos e derrepente num encontro me dou conta de que nunca ouvi o nome de seus pais, ou qual o seu sorvete preferido. Então tenho motivos pra me assustar com o que estamos fazendo com nossas relações sociais: algo fugaz, infernalmente líquido. Me atormenta o desconhecido dos outros que considero amigos -estão tão perto, me torno vulnerável.

Eu não estou satisfeita com a maneira que me relaciono com as pessoas. Quero mais, me consideraria covarde de não me arriscasse a tentar: convidar outros a me conhecerem, de verdade, numa troca. É claro que “sair do Orkut” não resolve todos os problemas do mundo, nem do meu mundinho. É só um passo, uma (outra) tentativa falha que seja –por que não?

Assim, tornei público (também seeeeeempre quis dizer isso!) meu endereço daqui. Steglitsvägen 8, 2 vaningen; código postal 227 32 Lund, Sweden. Pensei que me corresponder com cartas seria melhor; pensei que, através delas, eu teria como finalmente me sentir em paz ao chamar alguém de amigo. Pensei que poderia esperar cartas de, surpresa, alguém que não imaginava que o faria; de alguém que não conheço muito bem, mas que sempre quis conhecer…

São sonhos, como os que alimentamos no Orkut. Ah, quase esqueço de comentar! Todo mundo aqui me diz que eu não vou ser ninguém sem um Facebook.

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Gente, agora ao acordar me deu o maior estalo do intercâmbio (ao menos até o momento). Percebam que se o fuso pra cá é de MAIS quatro horas. Significa que aqui, por exemplo, o meio-dia chega quatro horas ANTES do que aí. Agora, vem a parte crucial: em outras palavras, se o meio-dia acontece aqui primeiro, quer dizer que eu sei o que vai acontecer ao meio-dia com quatro horas de ANTECEDÊNCIA do que aí!

Vocês percebem que eu praticamente eu estou de volta para o futuro? Agora vou ficar pensando em como chantageá-los com toda a minha clarividência. Marty McFly e Dr. Emmett Brown que me invejem!

 

Dr. Emmett Brown e Marty McFly bestam que porque não tinham pensado nisso antes

Dr. Emmett Brown e Marty McFly bestas que porque não tinham pensado nisso antes

Vamos falar do primeiro final de semana no primeiro mundo? E a torcida vai a loucura… Dizem que tudo começa numa sexta-feira, certo? Certo. As demais brazucas e yó tínhamos tentando conseguir os ingressos pruma festa de alunos estrangeiros que haveria então. Mas o baleico estava tão disputado que já na quinta os ingressos estavam esgotados. O jeito foi alugar vídeos, porque todos o pessoal da Spoletorpe, casa de estudantes onde elas moram, iam nessa festa. E mesmo a Ebba tinha ido viajar, foi passar o fim-de-semana com alguém em outro lugar (precisão nas informações hoje é tudo).

CONTUDO, na tarde deste começo de fim-de-semana meu corpo me informou que eu (a) era fêmea, (b) estava fértil, (c) não estava grávida. Daí fiquei em casa mesmo, tentando não entornar a banheira -sim, porque ao invés de um box e chuveiro eu tenho (temos, afinal é divido) uma bela banheira pra esparramar água por todos os lados. Já o sábado teve um pouco mais de confusão:

Fomos as quatro brazileiras, juntamente com três franceses da Spoletorpe, num pub meio wanna be country e lá encontramos OUTROS BRASILEIROS. É que um deles a Mariana tinha conhecido no banco na semana passada e por puro acaso; dessa vez ele levou seus dudes brazucas. Como eu disse o pub, chamado Old Bull, era a la Texas, tinha até um karaokê com mestre de cerimônia de sotaque americano. A bebida era cara (uma garrafinha de nada custando 35 kronas, ou 3,5 euros) e assim puxamos o freio: cada menina desceu uma; eu, quatro, mas claro que não todas de uma vez, que sou uma guria de família.

Durante o pub tudo normal; exceto pela perda do casaco de um dos guris brasileiros, uma sessão de Shania Twain e pela descoberta do Psicodália. Por volta da meia-noite o pub foi fechando, as meninas estavam cansadas e queriam voltar pra casa. Já os meninos iam pruma festa de corredor (festa em uma moradia coletiva que, como indica o nome, acontece em seus corredores) em Delphis, que eu diria que é uma localidade coladinha em Lund, mas não Lund. Fui com eles, de bicicleta. As más línguas perguntarão: “Mas como?! Você não sabe andar de bicicleta!”. Responderei, de maneira superior, apenas dizendo que não há nada que não aconteça quando brasileiros, bicicletas, garupas e neve se encontram.

De qualquer maneira, chegando lá era uma festa comum, legal. Tinha um rapaz meio anfitrião que logo que cheguei foi gentil, mas nessas festas é sempre o salva-se quem puder, ou traga sua própria bebida. Mas os meninos foram mais uma vez gentis e dividiram sua bebida comigo. Tudo beleza, pessoas em cima de mesas, música, etc. Eu sei é que na hora da volta, pra não ser literalmente um encosto pra eles, eu voltei a pé pra casa. E, que legal, tinha esse outro rapaz pra me acompanhar, ele era dinamarquês; fizemos o caminho de volta conversando (sobre o quê, só o deus nórdico saberá) e acho que, super fina, saí sem nem dar tchau pros brasileiros.

Chegando na porta de casa (cerca de 30 minutos de caminhada tinham se ido), subtamente me dou conta de que o dinamarquês NÃO ESTÁ dando sinais de que vai embora. Então ele fica. Eu, na falta de algo útil, fiz chá pra nós. Daí sabem o que aconteceu?! Ele dormiu aqui, acordou super querido, pediu pra tomar banho, ficamos conversando mais um pouco; então as brasileiras chegaram, todos nós almoçamos. Tudo isso nem nada PERTO de um convite meu. Mas que eu deveria fazer?! Ele era legal e ainda por cima tímido. Não consigo ser grossa com pessoas tímidas (é claro que isso dependo do grau de barbaridades que saia de suas bocas). Além do mais ele foi super querido, falou de programas durante a semana, pegou meu nº de telefone, deu abraço e foi embora.

AGORA ALGUÉM POR FAVOR ME DIZ QUAL ERA O NOME DELE?!

Seguindo no extremo sucesso que foi o primeiro post dessa momento que aposto não acontecem só em terras loiras e altas; mais um momento desses gostos e singelos que todos gostariam de pular em suas vidas. Só notem, pessoal, que eu estou DE FATO pedindo por sugestões de tréplicas…

Fila pra entrar na Nation. Frio pegando. A fila anda (oh expressão falida). Segurança simpático na porta checando documentos:

– Então, é de onde?

– Brazil…

– Oh, futebol! Ronaldinho! Não gosta?

– Sou menina. Meninas não jogam futebol.

– Mas vocês têm a Marta também. Ela é boa!

Gastei preciosos momentos de um dia pensando se devia usar o original do filme como título, ou a tradução pro Brasil, Encontros e Desencontros mesmo. Fiquei naquela neurose: mas vão pensar que eu já tou querendo me aparecer mostrando intimidade com o Inglês; quantos fãs no Orcute vou perder… o de sempre. E em seguida superei, afinal, antes de eu lidar melhor com línguas estrangeiras (ou seja, tipo oito meses atrás) eu, no fundinho da alma, ficava achando meio xarope aquele pessoal que fazia bolo se o filme fosse dublado. Mas precisa jogar na cara?! pensava . Se precisava ou não agora eu também faço parte do time do filme-tem-que-ser-legendado. Moral da história: não fique achando as pessoas metidas gratuitamente, um dia vocês podem ter alguma opinião metida em comum.

Notem que ando, na falta de opção, superadíssima nos últimos dias.

Em uma tradução ou outra (engraçado já que o título literalmente seria perdid@ na tradução) o importante é que acabei lembrando do filme. Como posso explicar, estou tento meus desencontros geográficos… entendem? Já que estou morando a parte das demais brazucas e ainda não tenho celular habilitado por essas bandas nem facebook pra falar com os daqui mesmo, então o que me resta para achar os lugares e pessoas na hora e locais certos é o velho método da tabelinha.

– As nove na esquina do mercado, certo?!

– Certíssimo!

Cinco minutos antes de sair, puuuutz, mas era nove da noite ou da manhã?! Ou, no melhor dos casos: mas era o mercado mesmo?! Ferrada na certa. Mais ou menos desse jeito perdi minha primeira aula por aqui, festinhas, fora outras ocasiões de encontrar as brasileiras, etc.

Pra ser sincera, do filme mesmo não me lembro deveras. Na época todo mundo que viu, ou seja, todo mundo, me gritou nos ouvidos MAS TEM QUER! É O MELHOR FILME DO MUNDO! e o auê de sempre. Acarreta que fui submetida ao incrível transtorno pré-filme bombado (jesus, por que uso essas gírias e começo frases com o verbo acarretar?!): quando tanto comentário te enche de espectativas tamanhas que tu acaba é de saco cheio e, quando vê o filme, nem acha nada demais. Já faz bastante tempo que eu vi o filme, mas o que me lembro é que haviam os tais dois americanos em Tokio que se encontravam e ficavam perdidos juntos. 

Me ficou muito (mal) marcada a cena em que eles se conhecem no bar do hotel. Basicamente o Bob Harris (Bill Murray) fica fazendo a Charlotte (Scarlett Johansson) se rir. Ela, a garota, sempre como a passiva da ação. Como isso pode ser considerado regra pro feminino, afinal nós correntemente somos fodidas ao invés de foder (embora haja divergência, graças a deus!), talvez passe despercebido pra maioria de nós. Mas não é excessão que a heroína seja coadjuvante na (rel)ação. E ela tá lá ainda por cima só por causa do namorado dela, pelo menos o ator com quem se encontra era decadente pelo seu próprio trabalho. Talvez o filme nem se trata sobre isso, né? Ou só talvez é prematuridade minha mesmo em analisar filmes (eu aposto nessa). Afinal não conheço o resto do trabalho da Sofia Coppola que parece (sim, sou uma relapsa expectadora de cinema) tratar com inteligência a figura feminina em seus outros filmes.

Como última opção poderia dizer que me perdendo desse jeito, tanto no plano geográfico e no da crítica cinematográfica, só pode ser por que eu também tenho o meu o quê de Charlotte e só esteja um pouco cansa por hora.

Tentando ser cronológica e também não esquecer da já longíqua semana passada, ainda devo me remeter a terça-feira, dia 17 de fevereiro: depois do meu primeiro dia como própria moradora em minha primeira casa allbymyself eis que Ebba surge com um convite solene… ir a uma Nacion. Nacions seriam as organizações de estudantes daqui. Esse história só existe aqui em Lund e em outra cidade universitária sueca que, claro, não sei o nome. A participação é meio compulsória, são as Nacions que dão o que chamam aqui de “carterinha de estudante”. O detalhe é que pra fazer as provas e exames tu tem que ter a tal carterinha. Mas se tornar membro de uma Nation não parece um problema pra ninguém: é fazer parte da vida estudantil, e de toda diversão que ela pode oferecer.

Assim, as Nations não têm qualquer ligação com política ou orientação ideológica; em resumo o que fazem são ativididades culturais, FESTAS, e refeições a baixo custo para estudantes. Cada Nation é chamada pelo nome de alguma região da Suécia; existem grandes, pequenas… e, na prática, dá pra notar que existem “públicos” diferentes em cada Nation. A qual a Ebba me convidou pra ir era de um tipo BEM alternativo. A festa era de música eletrônica e o vizinho de porta nosso, e amigo dela, iria tocar.

Lá… foi legal. O nome da Nation era Smalands e havia bem pouca gente. A maioria estava sentada em almofadas e tapetes pelos cantos: a música era eletrônica, mas a decoração era indiana (ou simplesmente oriental, sei lá; antropólogos, me crucifiquem). A Ebba e as demais duas garotas que estavam ficaram dançando quase o tempo todo. Eu só me animei depois de tomar dois COPÕES da cerveja-nada-água deles. A cerveja, dentro das Nations, é relativamente barata. É que as Nations fazem tradicionalmente esse tipo de festa: cada dia da semana uma Nation abre como danceteria das 22h até as 2h. Nessa terça, a Smalands abriu.

Existem algumas diferenças entre as Nations. Essa era bem no estilo whatever, mal olharam meus documentos pra entrar. Na verdade, as meninas que acompanharam a mim e Ebba eram de menores, e nem foi problema pra elas também. A chapelaria foi digrátis também. Ainda nessa semana, já com as meninas brasileiras e seus amigos da Spoletorpe (a tal casa de estudantes internacionais) em outras Nations e, assim, o preço das bebidas e da chapelaria, e também o público variou…

Achei engraçadíssimo, eles são super organizados, até pra fazer festa. Uma comparação entre essas festas e as que fazemos no Vale seria rasteira por demais! Eles tem espaços já pra fazer isso e os membros até usam uniforme pra trabalhar nessas festas. Quando o membro trabalhara parece que recebe algo em troca, como refeições grátis ou isenção nas festas.

Ainda acho as nossas (especialmente quando falta gelo/ceva) mais divertidas.

Na emoção de ter um blogue e alimentá-lo, como os antigos tamagotchi que rememoram a infância da geração 90, para que não morra; aqui vai algumas fotinhas do quarto que atualmente com muita honra ocupo:

Quarto BEFORE Carou, lado esquerdo

Quarto BEFORE Carou, lado esquerdo

 
Quarto ainda antes de mim, lado direito

Quarto ainda antes de mim, lado direito

 Dá pra ver que a Ebba é vidrada na Índia, né? Ela parece que já viajou bastante pra lá e até pro Nepal. Só que eu só tenho essas fotos, por enquanto, pra mostrar. Óbvio que eu dei uma adaptada nele e que agora ele já tá um poquinho diferente, com sua pitada brasileira.

Só queria adicionar também que não adianta que vocês, milhares de fãs que visitam INCESSANTEMENTE esse blogue que vos fala, sejam tímidos e não comentem. Sei que é meio esquizofrênico, mas o autor de um blogue tem acesso as estatísticas de visitação ao seu humilde recinto cibernético. Ou seja: dá pra ver da onde vieram, quantos vieram, etc (Sim, dá pra ver O QUE VOCÊS FIZERAM NO VERÃO PASSADO).

Recado dado, agora vou ir aproveitar intesamente todos meus 12 m² por aqui…

Festinha. Pouca Luz. Pessoas reunidas. Música mais ou menos alta. Conversa internacional:

– E aí, gostou da cerveja?

– Não…

– Por quê?

– Na verdade só não estou acostumada. A nossa é mais adocicada, e mais…

-… clara?

– É!

– Tipo água?!

[insira aqui a resposta menos constragedora que lhe vem a mente]

Nossos primeiros dias da primeira semana passamos em um trem. Não é linguagem figurada porque é do que se tratava a estadia:  o hostel era num trem desativado. Mandei pra duas pessoas postais desse hostel. Agora lembrar quem, oh esperanca.

Passamos os primeiros dias (e noites) atrás de moradia: lendo ofertas na internet; telefonando e tentando visitar lugares. No fim, sexta-feira última, passamos no escritório que cuida dos internacionais da universidade e subtamente havia moradia pra nós numa das “casas de estudantes” deles. Tínhamos de fato pedido por email moradia da universidade mas, conforme o site, estávamos na lista de espera. Mas agora, já tínhamos nossos lugares garantidos. Estranhíssimos, mas discutir pra quê, né?!

Falei tudo no coletivo porque de fato esse épico estrelamos Ana, Mariana, Sílvia e eu (o burro vai na frente, já diria o Professor Girafales); porém, contudo, entretanto, todavia, eu me destaquei da trupe, ao menos geograficamente. Durante o final de semana fiquei me remoendo sobre mudar. Tinha visitado a casa de uma sueca que queria alugar o quarto e tinha simpatizado muitissíssimo. Na dúvida, convidei ela pra visitar meu quarto na “Casa Internacional” onde estávamos no domingo. Sim, os intercâmbistas têm uma casa em especial. Ela é super bem equipada e bem alocada; mas o seu preco acompanha, porque não é barata. A Sueca veio e foi tranqüilo, mas a incerteza ainda me fez ficar de confirmar mais tarde se eu permaneceria na casa de estudante…

Chegamos então a segunda-feira da corrente semana e precisavamos de um endereco pra abrir a conta no banco que, por sua vez, teríamos de ter pra receber a bolsa de estudos. Corre pra banco (os daqui têm os horários parecidos com os brazucas) e corre pra escritório da universidade, e fala com a coordenadora do programa… no fim tive que escolher na mesma tarde o que fazer da vida. O bonito é que eu tinha que fazer a mudanca e entregar as chaves do meu quarto na Casa Internacional para o funcionário do escritório que, DETALHE, fica três horas por semana aberto.

O jeito foi me mandar pra fazer a mudança, achar o caminho pra nova casa, deixar minhas coisas lá, voltar e ainda devolver as chaves para o valoroso funcionário da universidade. É CLARO que quando eu botei o pé na rua, coberta por malas e mochila pesadas começou a nevar. Mesmo assim, conclui a mudança a tempo pra ainda fazer uma cara de ferrada pro funcionário a quem eu devia entregar as chaves ficar de consciência pesada.

Pela dor, então, escolhi ficar morando no quarto da sueca -aliás o nome dela é Ebba. Se trata de uma casa grande cujo segundo andar é alugado pra jovens que o dividem. O primeiro andar é do, e só do, manlord. Por assim  dizer, nosso Senhor Barriga; acho que só vi ele uma vez, e ele nem me cobrou quatorze meses de aluguel. No segundo andar, a direita fica a parte destina a mim e a Ebba. A esquerda moram, parece, mais quatro jovens. O chuveiro/banheira fica na parte deles da casa, mas mesmo assim só os conheço de vista. Não é que eu tome poucos banhos, eles é que são retirados, juro!

Pois então. Há exata uma semana e três dias estava eu a embarcar num avião com destino a São Paulo. Aprendi o que é check-in (mas provavelmente não como escrever a palavra) e que, no espaço de espera do vôo, em geral existem free shoppings, isso mesmo que você leu, FREE SHOPPINGS, para tão selecionado público. Não é muito lógico que as lojas que vendem produtos mais baratos sejam direcionadas ao público com maior poder aquisitivo, mas QUEM SOU EU pra questionar.

Quanto ao primeiro vôo, já fiz coisas mais divertidas como ler ou brincar com cachorros, mas ok. Ruim foi o aperto no peito que deu, e eu ali, com a poltrona de cara pra a aeromoça. Enquanto disfarçava as lágrimas lá estava ela, impassível, com o penteado sem um fio fora do lugar. No meu lado estava sentado um homem de terno, jovem e que aparentava ser executivo (o imaginário popular que se cuide). Ele lia um jornal distraidamente.

Ao fundo, o nascer do sol porto-alegrense que, pra eles, deveria ser mais um em muitos.

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